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BIOGRAFIA







Paulo Cesar Pacheco nasceu em Ubá, Minas
Gerais, Brasil a 9 de Maio de 1960. Desde
pequenino já se expressava artisticamente,
quando moldava com o barro da ribeira
vizinha concebendo objectos decorativos
participe neste projecto divulgando-o!
ou construindo habitações em bambus para
se divertir com os amigos da rua onde vivia,
ou redecorando a casa de sua mãe quando
esta se ausentava. Em meados dos anos 60
começa a usar a pintura na confecção de
cartões de Natal para os amigos e a Família.
Até aos 14 anos viveu em Minas Gerais onde
teve contacto com a arte de Aleijadinho, grande
escultor da época da inconfidência mineira,
em visita as cidades históricas de Ouro Preto,
Mariana, Sabará e Tiradentes. Ainda em Minas
Gerais faz as suas primeira experiências com
cinema teatro e cenografia.
Em 1974 muda-se com a Mãe para o Rio de
Janeiro onde vem a ter contacto com a arte
moderna Brasileira e desenvolve desenhos
técnicos com o acompanhamento do professor
P.Efrain.
Em 1979 participa e colabora na cenografia do
musical infantil “Queridos Monstrinhos” no
teatro Casa Grande no Rio de Janeiro.
Em 1982 tira um curso de decoração no SENAC,
no Rio de Janeiro.
Em 1983 viaja a primeira vez a Nova York e
entra em contacto com tudo que havia visto
em livros: De Kunning a Pollock que virão a
ter grande importância na maneira de se
expressar.
Em 1984 aquando do trabalho para a AMC
Designers e Galeria de Arte, toma contacto,
frequenta e realiza várias exposições, vitrines,
stands, e performance com inúmeros pintores,
escultores e outros artistas plásticos tais como:
Jorge Guinle, Max Forti, Carlos Anezi, Lúcia
Barata, Talfik, Eleonora Drumond , Alberto
Carbi e também o português João Antas, sendo
estes alguns dos nomes que figuravam na cena
carioca das artes plásticas. Também nesta
altura frequenta o atelier da pintora Nina Rosa
de quem sofre influências.
Em 1985 estuda história da arte com Maria
Beatriz de Melo e Sousa, Doutorada em
História das Artes pela Sorbonne.
Em 1985 entra para a Universidade BENNET
faculdade de Arquitectura no Rio de Janeiro.
Em 1987 vem a Portugal, vai a Paris, participa
da Modernidad Brasilien, exposição cuja
curadora Bettina Zalksberg inaugura no Museé
D’art Moderne de la Ville de Paris com uma
representação de 183 artistas brasileiros.
Também colabora com a Galery Le Cube de
Ivan Felliciano em Paris.
Em 1988 trabalha para a loja Sospetto onde
realiza inúmeras montras algumas muito
polémicas.
A partir de 1988 trabalha para as Discotecas
Amnésia, Swing, Cais 447, Lobo Mal Nem que
chova como Relações públicas onde organiza
decora e promove uma série de Festas
Temáticas.
De 1988 a 1991 estuda Ikebana na fundação
Mokiti Okada Porto.
Em 1990 viaja desde a Escandinávia até à
Grécia visitando os mais conceituados Museus
de Arte Contemporânea.
Sobre a influência do pintor Jadir Freire que
o incentiva a pintar sempre. Não fotografa a
viagem, más sim desenha-a. Como exemplo
aspectos do mar da Grécia ou estações de
comboio na Alemanha são temas para seu
documentário e expressão.
Em 1991 começa a dar formação para
vitrinismo (Técnicas de Exposição de
Produtos.). Para CECOA – Centro de formação
profissional para o comércio e afins, colabora
com inúmeras associações comerciais no
norte de Portugal e nos Açores. Também
decora espaços comerciais.
Dedica-se ao Vitrinismo e Visual
Merchandising a tempo inteiro e a formação
até hoje.
Em 2000 frequenta o curso do CESCOT
“Sistema de la Vitrinística” em Roma, Itália.
De 2001 a 2002 especializa em Design de
Interiores na Universidade da Corunha,
Espanha.
Estudou e trabalhou com decoração, design
de interiores, design gráfico, vitrinismo e
visual merchandising.
Na formação: dedica-se ao Visual
Merchandising, técnicas de Exposição de
Produtos, Cor, Cenografia e Composição,
Maquetismo, Técnicas de Vitrinismo e Artes
Decorativas.
Em Setembro de 2006 necessitando de se
expressar plasticamente assume a sua
primeira exposição individual “O Artista não
Artista” na Galeria Aria Espaço de Artes na
cidade do Porto.
Em Maio de 2007 Aceita o convite de Jose
Paulo Paz para expor no espaço
Raspósmolhus em Matosinhos.
Em Junho de 2007 expõe no espaço de
Artes do Shopping Dolce Vita Porto.
Em Novembro 2007 expõe na Pousada
Convento do Desagravo - Vila Pouca da
Beira - Oliveira do Hospital.
Em 2009 viaja até o Japão onde realiza um
sonho de 20 anos e tm contacto com a
cultura e povo Japonês.
Em Novembro de 2009 expõe na galeria
itinerante do Espaço T Trofa



Somos colegas de profissão e talvez por
isso, porque no que fazemos está sempre
presente a perspectiva efémera,
compreendemos bem o sentido transitório
dos gestos das cores e principalmente da
vida.
Escrever sobre um trabalho, é só uma das
muitas leituras que ele encerra, porque
cada um de nós é um universo de
referências diferentes, por isso a arte pode
ser tão rica ou tão pobre.
Depende unicamente de nós. Do nosso olhar
e do que nós queremos cruzar com o que
somos e com a obra do artista.
Nesta exposição são apresentados
trabalhos com motivos que aparecem e
desaparecem, ora em gestos vigorosos, ora
em formas contidas, constrangidas pelas
máscaras (stencil ) ou arranhadas, para
deixar marcas indeléveis. Formas de estar
e de ser. Descontraidamente. Como o Paulo
vive. Desafiando a imaginação, reciclando,
criando.
Se por vezes as situações são nítidas e
claras aos nossos olhos, também por vezes,
nos parecem veladas, ambíguas.
Os trabalhos do Paulo reflectem, um pouco
tudo isto, em 30cm2 de tela, mas decerto
muitos outros "links" acontecerão, isso
depende do vosso olhar e esse..é o vosso
desafio.
Regina Pinheiro

A pintura aparece no final dos anos 80 numa necessidade de registar memórias e experiências vividas. As referências florais aparecem com frequência na obra de Paulo Pacheco inspirado na sua sensibilidade nasal e na sua adoração pelos aromas que o transportam para outros tempos vividos e viajados. O universo dos aromas é aquela referência estática e sombreada quase que encarcerada vista por de traz de algumas sombras da película sobreposta a luz que figura e emana de suas telas numa explosão de cor e movimento mas sempre voltada para o seu eu interior com pinceladas expressivas e até agressivas. Através da sua pintura com paleta de cores variadas, algumas mesmo inspiradas em fotografias antigas de momentos vividos e registado, busca Paulo Pacheco procurar alguns sentimentos num movimento de seus pincéis e seus elementos pictóricos. Mas como um artista que gosta e respeita as outras artes ele consegue trazer esse registo de seu imaginário para o seio da sua pintura, aliando talento e criatividade e um sentimento crítico altamente apurado e exigente criando todavia algo de novo. Talento só não basta, é preciso arrojo e este, junto a experiência pessoal do artista-vitrinista deu-lhe o privilégio de atirar para a tela tintas pincéis e outros materiais e ferramentas, e a nós a contemplação e buscas de referências, sonhos, e imagens do inconsciente para viver os nossos próprios sonhos e memórias.